A região vitivinícola de Trás-os-Montes, no nordeste de Portugal, divide-se em três sub-regiões: Chaves, Valpaços e Planalto Mirandês. Montanhosa, de clima seco, muito quente no verão e muito fria no inverno, é cruzada pelos afluentes e subafluentes do rio Douro. No seus vales profundos perdura a influência mediterrânica, onde, desde o tempo dos romanos, se produzem vinhos afamados.
É nessa sub-região de Chaves, entre os vales do Tâmega e da Ribeira de Oura, nas freguesias de Oura, Selhariz, Faiões e Vila Verde da Raia, em solos graníticos, com textura arenosa, e noutros de origem xistosa, que se situam as quintas onde nasceu este vinho.
Os seus actuais proprietários são oriundos de famílias há muito enraizadas nestas terras e quiseram preservar a memória dos seus ancestrais, produzindo um vinho de qualidade que, articulado com outras actividades, dignificasse a cultura deste território ímpar. Desta forma, defendem o património que herdaram e participam no desenvolvimento de uma economia sustentável.
As castas são maioritariamente portuguesas. A vindima é efectuada manualmente por casta e a vinificação é feita em lagar tradicional onde foram efectuadas inovações destinadas a garantir uma fermentação com controlo de temperatura. Rui Cunha e Sérgio Alves são os enólogos responsáveis.
O vinho PALMEIRIM D’ INGLATERRA deve o seu nome a um famoso romance de cavalaria do séc. XVI, escrito pelo transmontano Francisco de Moraes, antepassado comum dos donos destas quintas. “De por si es muy bueno”, foi assim que Miguel Cervantes descreveu esta obra em D. Quixote de la Mancha. O rótulo foi desenhado por Augusto Cid.
Ano: 2023
Aroma: Elegante, com boa intensidade, lembrando aromas a frutos citrinos, ervas
aromáticas, flores brancas, fruta de caroço, que se vão mostrando em camadas e
contribuem para a complexidade e profundidade.
Castas: Vinhas velhas, com mais de 80 anos, onde já foram identificadas as
seguintes castas: Mourisco-Branco, Síria, Malvasia-Rei, Gouveio.
Aroma: Elegante e com boa intensidade. Em evidência estão os aromas a lembrar frutos vermelhos maduros e ligeiras notas de bosque envolvidas em finas notas de madeira.
Castas: Tinta Roriz, Tinta-Amarela, Alicante-Bouschet e Touriga-Nacional.
Aroma: Elegante e com boa intensidade. Em evidência estão os aromas a lembrar frutos vermelhos, flores e notas de bosque.
Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Alicante Bouschet e Touriga Nacional.
Aroma: expressivo, lembra frutas de caroço tais como lichia e alperce, frutos citrinos e flôr de laranjeira.
Castas: Arinto, Roupeiro, Viosinho e Moscatel Galego Branco
Aroma: Fino e elegante, com boa intensidade lembra baga de groselha com nuances vegetais.
Castas: Touriga Nacional
Chaves
Prazeres da Terra, Vinoteca de Chaves, Alquimia Wine Bar, O Celeiro, Autentic-ArteFumo,
Vidago
Posto de Turismo do Vidago
Bragança
Marron – Oficina da Castanha, Solar Bragançano, Alformil–Turismo Rural, Garrafeira Tribuna
Mirandela
Mercado do Zé Alheiras Primorosas
Alijó
Casa de Casal de Loivos
Amares
Encostas de Amares
Braga
Encostas de Amares
Guimarães
Evineo
Matosinhos
Garage Wines
Mogadouro
Garrafeira Curralo
Porto
Augusto, Confeitaria Primazia, Gota-a-Gota Wine House, Akihácarne, Sala de Provas Vinhos de Portugal, Mercearia do Bairro, Mariscos da Foz-Ewine
Aveiro
Calvão–Vagos, David Margarido
Marinha Grande
Adega d’Avó Bé
Lisboa
Espaço Delux, Wines 9297, Vinharia, O Melhor de Miranda, Rota do Sul, Living Wine, Sala de Provas Vinhos de Portugal, Garrafeira de Alvalade, Garrafeira de Campo de Ourique, Napoleão, Wineclick, A Loja do Sr. Rocha, Néctar das Avenidas
Estoril
Quinta do Saloio
Cascais
Quinta do Saloio–Marina, Castas da Vida
Chaves
Adega Faustino, Alquimia Wine Bar, O Carvalho, Hotel Forte São Francisco, O Lavrador, Quinta da Mata, Taberna Benito, A Talha, Ilha do Cavaleiro, O Bitoque, Quinta da Cera
Vidago
Vidago Palace Hotel, Quinta dos Carvalhos, Resineiro, Primavera Perfume Hotel, Pizzaria Fernando, O Mário, Pizaria Bellissima, Bataclan
Bragança
Alformil Solar Bragançano, Restaurante G – Pousada de Bragança, Taverna do Javali, Lost Corner, Emiclau, Tribuna, Quinta D. Florinda
Mirandela
Mercado do Zé, Flor de Sal
Porto
Tasca do Bairro, Cozinha da Amélia
CENTRO
Ílhavo
Mar adentro
Marinha Grande
Adega da Avó
Mira
Pizaria Tico Tico
S. MARTINHO DO PORTO
Nova Caravela
Óbidos
Em Banho Maria
Fonte da Telha
Beira Mar
Montijo
O Primo Chico
Óbidos
Em Banho Maria
Costa da Caparica
Pata Roxa
Cascais
Castas da Vida (mercado), Garrafeira 111
Lisboa
Bom de Veras, Ordem dos Engenheiros, La villa–Restaurante Pizaria, Pap’Açorda, Suntory, Via 14, O Mattos, Bacará, Belmiro, Honor Sushi, Pedrouços, Solar dos Presuntos, Solar 31 da Calçada, O Chefe e o Mar, Dom Feijão, O Beiral, Sushitime
Oeiras
Taberna Oporto
Estoril
Mandarim-Casino
Rosé 2016
(15/20) “Lote de 3 castas. Salmonado na cor, com algum peso aromático onde leves notas de groselha se associam com drops, com boa prestação na boca, o vinho tem volume e boa acidez mas pode ser mais aconselhável para a mesa do que para a esplanada. Saladas e massas estão à espera dele” (João Paulo Martins, Vinhos de Portugal 2018, Oficina do Livro, 2017)
(15,5/20) – Classificação em prova cega na revista Paixão pelo Vinho (n.º 71)
Tinto 2016
(16,5/20) – Classificação em prova cega na revista Paixão pelo Vinho (n.º 71)
Branco 2015
(85/100, ♥♥♥ “vinho de emoção”) “Lote com Arinto. Cor média citrina. Ananás, nota seivosa entre terrosos minerais e alguma hortelã. Denso, conversador, sem desmaios. Gastronómico. Excelente relação qualidade-preço” (Guia Popular de Vinhos, 2017, Aníbal José Coutinho com Neil Pendock, Editorial Presença, 2016)
Branco 2014
(♥♥♥ “vinho de emoção”) “Lote com Arinto. Cor clara citrina. Madeira abaunilhada, nata com casca cítrica e pêssego. Cativante. Amplo, redondo, fresco, muito consensual. Compra segura” (Guia Popular de Vinhos, 2016, Aníbal José Coutinho, Editorial Presença, 2015)
(16/20) “Feito com 4 castas, mostra-se muito bem no aroma, finos nas notas de fruta, aqui ao lado de algum vegetal seco, indo até uma leve sensação mineral. Muito bem também na boca, com frescura e com um estilo de muita proporção entre as várias componentes. Sempre uma boa aposta. A explicação do nome vem no rótulo” (João Paulo Martins, Vinhos de Portugal, 2016, Oficina do Livro, 2015)